Calvície Masculina (Alopecia androgenética)

Três fatores estão envolvidos no desenvolvimento da alopecia androgenética (AA) masculina:

Idade, hormônios androgênicos e fator genético.

Existe uma prevalência entre a terceira e quarta década de vida.

O fator genético na formação da alopecia androgenética (AA) é indiscutível, porém a forma pela qual o gene age no folículo piloso, para torná-lo miniaturizado é desconhecido. Até a presente data é aceita a hipótese de que em folículos pilosos geneticamente suscetíveis, a DHT (dihidrotestosterona) ou, em quantidade menor a testosterona, ambos hormônios masculinos se ligam ao receptor de androgênio para formar o complexo hormônio–receptor. O complexo hormônio –receptor promoverá a síntese de enzimas específicas, responsáveis pela manifestação clínica da alopecia androgenética.

Existe a hipótese de que a origem embrionária da pele do topo da cabeça seja diferente da região da nuca. A região do topo da cabeça seria originário da crista neural, enquanto que a da nuca da mesoderme. Essa diferença embrionária explicaria porque as regiões do topo da cabeça são afetadas pela calvície e as regiões laterais da cabeça e nuca são imunes a calvície.

Clinicamente observa-se uma miniaturização do folículo piloso, ou seja  uma  diminuição do tamanho  e um afinamento do fio, com alteração da cor. Ocorre uma diminuição da fase de crescimento do fio que normalmente dura de  2 a 7 anos, passa a durar meses e logo entra na fase de repouso.

O processo de miniaturização inicia-se na coroa e nas regiões laterais da cabeça e se propaga centrifugamente para todo o alto do couro cabeludo.